
O ciclo menstrual é o tempo que decorre desde que se inicia uma menstruação (denominando-se o primeiro dia em que ela aparece como sendo o dia 1 do ciclo) até ao dia anterior ao aparecimento da menstruação seguinte. Não se deve confundir o ciclo menstrual, que dura em média 28 dias, mas que pode variar bastante de mulher para mulher, com o período menstrual, que é a altura do ciclo em que aparece o fluxo da menstruação e que dura, em média, de 3 a 5 dias.
Durante o ciclo menstrual normal, uma glândula do cérebro (pituitária) liberta uma hormona chamada FSH (Follicle Stimulating Hormone) que vai estimular o desenvolvimento de um dos muitos folículos (os precursores dos óvulos femininos) existentes no ovário.

Em cada mês, um deles desenvolve-se mais rapidamente e é ele que irá dar origem ao óvulo libertado nesse ciclo menstrual.
Os citados folículos libertam para a corrente sanguínea estrogénios, hormonas que são responsáveis, entre outras coisas, pelas características femininas.
Ao atingir determinados níveis no sangue, esses estrogénios fazem com que a tal zona do cérebro (pituitária) comece a produzir elevadas quantidades de outra hormona chamada LH (Hormona Luteinizante) que por sua vez, ao atingir os ovários, vai provocar a libertação do tal folículo mais desenvolvido, dando-se assim a ovulação. Esse folículo, agora chamado óvulo, segue para a trompa onde pode então ser fecundado.
A ovulação acontece geralmente a meio do ciclo menstrual, ou seja, nas mulheres com um ciclo médio de 28 dias, por volta do 14º ou 15º dia. É nessa altura que o risco de gravidez é maior
No local onde estava o folículo donde saiu o óvulo nesse mês, e sob influência da mesma LH, forma-se uma pequena zona amarela (corpo amarelo ou corpus luteum) que inicia a produção de outra hormona: a progesterona.
Esta hormona tem como principal função preparar o interior do útero para receber o ovo fecundado (espessando-o e aumentando a circulação sanguínea) e iniciar a gestação (o nome progesterona vem de pró-gestação).
No caso do óvulo não ser fecundado, ou de o embrião não ser viável, o corpo amarelo desaparece e os níveis de estrogeneos e de progesterona descem subitamente, provocando o desagregar do revestimento interno do útero e a sua saída para o exterior: é a menstruação.
A baixa de estrogeneos e de progesterona fazem então com que a produção de FSH recomece, iniciando-se assim um novo ciclo.

No caso de ter havido uma fecundação e posterior implante do ovo na parede do útero, o corpo amarelo mantém-se em funções, mantendo-se a produção de estrogeneos e, principalmente, de progesterona. Como é lógico, não haverá então menstruação e estará em curso uma gravidez.
